Os fatos estão na cara de todo mundo. São inegáveis e indesmentíveis. O deputado Hugo Mota, presidente da Câmara Federal, é apontado em pesquisas sérias como o segundo político mais rejeitado do Brasil. Tem apenas 2% de aprovação. O segundo lugar pertence ao presidente do senado Davi Acolumbre.
Em desfavor de Hugo Mota há muitas acusações. Cobrança de propina para liberar emendas é uma delas. Os processos correm com testemunhas e provas fartas. Outro fato vergonhoso é a obtenção de um suposto empréstimo de R$ 22 milhões em nome de sua cunhada, no Banco Master do mafioso Daniel Vorcaro. A suspeita é de que isso foi pagamento por serviços prestados na Câmara, em defesa de interesses do criminoso.
Já o pai de Hugo, candidato ao senado Nabor Wanderley, ex-prefeito de Patos, enfrenta também um paiol de acusações sérias, envolvendo desvio de recursos de emendas do próprio filho para o município, além de superfaturamento de obras e vantagens indevidas.
Uma denúncia cabeluda diz respeito ao sumiço de R$ 21 milhões dos cofres da prefeitura de Patos, durante a ultima gestão de Nabor. O processo corre em segredo de justiça no Tribunal de Contas do Estado. A influência do Governo do Estado mantém a blindagem a Nabor nessa época eleitoral.
Outro fato que é amplamente divulgado é a compra desenfreada e milionária de apoios de prefeitos, vereadores e outras lideranças municipais para a campanha de Nabor Wanderley.
Em municípios de médio porte, o candidato a senador chega distribuindo R$ 100 mil a cada vereador. Prefeito não recebe menos de R$ 500 mil.
A grande interrogação é de onde está saindo tanta grana. Além de se constituir em flagrante crime eleitoral.
Porém, mesmo com todos esses abusos, a dupla Nabor/Hugo vem amargando profunda rejeição. O candidato a senador, chega nessa reta final da campanha sem sequer atingir dois dígitos nas pesquisas e pode terminar em quarto lugar, atrás de João, Vené e Queiroga.





