Uma mãe de um estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA) protestou na manhã desta terça-feira (21) em frente ao Colégio EMAI Dr. João Santa Cruz de Oliveira, no bairro dos Novais, em João Pessoa. Durante a manifestação, ela amarrou as próprias mãos com um elástico e permaneceu em frente ao portão da escola para cobrar providências.
Durante a manifestação, a mulher afirmou que tenta resolver a situação do filho há vários meses, mas diz que não obteve resposta dos órgãos procurados. Segundo ela, o Conselho Tutelar foi acionado diversas vezes, porém nenhuma medida efetiva teria sido adotada.
Outro ponto levantado durante o protesto foi a demora na entrega de um relatório escolar da filha, que também estuda no colégio. Conforme a mãe, o documento é aguardado há mais de seis meses e ainda não foi disponibilizado pela escola.
O protesto chamou a atenção de moradores, pais de alunos e pessoas que passavam pelo local. Equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar acompanharam a ocorrência para garantir a segurança durante a manifestação.
A negociação para o encerramento do protesto foi conduzida pelo tenente Hipólito, que dialogou com a mãe até que a situação fosse resolvida de forma pacífica. Após o fim da manifestação, ela foi encaminhada à delegacia para os procedimentos cabíveis.
A manifestante é prima de “Vaqueirinho“, jovem que ficou conhecido nacionalmente após invadir a área de uma leoa na Bica, em João Pessoa, e morrer em consequência dos ferimentos provocados pelo ataque.
Até a publicação desta matéria, a direção do Colégio EMAI Dr. João Santa Cruz de Oliveira e a Secretaria de Educação de João Pessoa ainda não haviam se pronunciado sobre as denúncias feitas pela mãe.






