O delegado Braz Morroni e mais três policiais civis, investigados na Operação Perfídus, tiveram a prisão mantida, nesta terça-feira (2), na audiência de custódia. Eles foram encaminhados para o Presídio Especial no Valentina, conforme informou o advogado de defesa, Luiz Pereira.
Ele e outros policiais foram presos após serem alvos da Operação Perfídus, que investiga o suposto envolvimento dos agentes públicos no tráfico de drogas e que teria movimentado R$ 10 milhões.
A prisão é temporária, tem um prazo estabelecido inicialmente de 30 dias por se tratar de um crime análogo a hediondos. Depois dos 30 dias, eles podem ser submetidos a uma nova prisão temporária ou preventiva.
O advogado de defesa, Luiz Pereira, ainda questionou o teor das declarações acerca das prisões, como do delegado-geral da Polícia Civil que tratou policiais que se envolvem com o tráfico como “carne podre”. Segundo Pereira, não se pode haver uma condenação antecipada.
“A gente está diante de um processo de assassinato de reputações. Esses policiais contam com anos de colaboração com a segurança pública e expostos sem poder dar suas versões”, complementou.






