Um jovem de 22 anos morreu em outubro de 2025, após passar oito meses internado em decorrência de um grave acidente de carro na Flórida, nos Estados Unidos. Antes de morrer, Daniel Waterman relatou às autoridades que a colisão teria sido provocada intencionalmente pela própria namorada, Leigha Mumby, de 25 anos.
A mulher responde por homicídio veicular e direção imprudente com lesões corporais graves. Ela se declarou inocente, e as acusações ainda dependem de julgamento.
O acidente aconteceu em 9 de fevereiro de 2025, no condado de Flagler. Segundo informações divulgadas pela imprensa americana, o casal discutia dentro do veículo quando o carro saiu da pista e bateu violentamente contra uma árvore.
De acordo com a investigação, o automóvel trafegava entre 150 e 153 km/h nos segundos anteriores à colisão. Os investigadores também identificaram aceleração pouco antes do impacto e acionamento dos freios instantes antes da batida.
Discussão teria começado após notícia de gravidez
Naquele dia, Leigha havia descoberto que estava grávida. O casal voltava de um encontro com familiares de Daniel, onde havia assistido ao Super Bowl, quando uma discussão teria se intensificado durante o trajeto.
Outro motivo de desentendimento seria uma mensagem recebida por Daniel de uma amiga. Conforme o relato atribuído ao jovem, a namorada teria dirigido de maneira perigosa e acelerado novamente quando ele tentou sair do veículo.
Daniel também teria contado aos investigadores que, pouco antes da colisão, Leigha fez uma ameaça. Em seguida, segundo sua versão, ela direcionou o carro para fora da pista, atingindo uma árvore.
Vítima morreu oito meses depois
Daniel sofreu ferimentos graves e permaneceu hospitalizado por meses. Durante a internação, prestou informações às autoridades sobre as circunstâncias do acidente.
Segundo relatos de familiares publicados pela imprensa, o jovem teria demonstrado desconforto com a presença da namorada no hospital.
Ele morreu em outubro de 2025, cerca de oito meses após a colisão. Três dias depois, Leigha deu à luz o filho do casal.
Justiça exclui depoimentos da vítima
Em uma decisão importante para o processo, a Justiça da Flórida determinou que as declarações feitas por Daniel após o acidente não poderão ser utilizadas como prova no julgamento, conforme informações atribuídas ao portal americano FlaglerLive.
Com isso, a acusação precisará sustentar o caso com outras provas admitidas judicialmente, incluindo os dados técnicos da investigação.
Leigha responde às acusações em liberdade ou sob as condições determinadas pela Justiça, conforme o andamento processual a ser confirmado. O caso envolve acusações graves, mas a responsabilidade criminal da ré ainda depende de decisão judicial.
Disputa pela guarda do bebê
A morte de Daniel também provocou uma disputa familiar pela guarda da criança. Familiares do jovem buscam obter a guarda do bebê, alegando preocupações com sua segurança.
Por outro lado, uma profissional envolvida no acompanhamento familiar teria descrito Leigha como uma mãe cuidadosa, sem apontar preocupações relacionadas aos cuidados prestados ao filho.
O caso reúne investigação criminal, uma disputa judicial e questões familiares que continuam sendo acompanhadas pelas autoridades americanas.






