Pesquisa mostra candidato do Republicanos com apenas 9% e distante dos primeiros colocados na disputa pelas duas vagas da Paraíba
A corrida pelo Senado na Paraíba começa a revelar um cenário desfavorável para o deputado federal Nabor Wanderley (Republicanos). Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25), encomendada pelas TVs Cabo Branco e Paraíba, coloca o parlamentar com 9% das intenções de voto na pesquisa estimulada que reúne as escolhas para as duas vagas em disputa em 2026.
O desempenho deixa Nabor atrás de João Azevêdo (PSB), com 27%, e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), com 17%, e revela uma diferença significativa em relação aos nomes que lideram a corrida.
O resultado também chama atenção porque, embora Nabor esteja entre os candidatos mais conhecidos do cenário, sua intenção de voto permanece em um patamar inferior ao dos principais adversários. Na prática, os números indicam que o nome do Republicanos ainda encontra dificuldades para transformar sua exposição política em preferência consolidada do eleitorado.
Nabor estaciona em 9% nas duas vagas
Quando os eleitores são questionados especificamente sobre a primeira vaga, Nabor aparece novamente com 9%, empatado com Marcelo Queiroga (PL). João Azevêdo lidera isoladamente, com 38%, enquanto Veneziano registra 17%.
Na disputa pela segunda vaga, Nabor também marca 9%, ficando atrás de Veneziano, que aparece com 18%, e de João Azevêdo, com 16%. Major Fábio chega a 7% e Queiroga aparece com 3%.
O dado mais relevante para a campanha é a dificuldade de Nabor em ampliar seu percentual mesmo quando o eleitor é apresentado aos nomes dos candidatos.
Alto número de indecisos mantém eleição aberta
Apesar da vantagem de alguns candidatos, a pesquisa mostra que a disputa está longe de estar definida. Na avaliação conjunta das duas vagas, 15% dos entrevistados ainda estão indecisos, enquanto 17% afirmam que votarão branco, nulo ou não irão votar.
Na escolha da segunda vaga, a incerteza é ainda maior: 19% estão indecisos e 23% declararam voto branco, nulo ou ausência de voto.
A pesquisa espontânea reforça o grau de indefinição. Sem a apresentação dos nomes dos candidatos, 75% dos entrevistados não souberam citar espontaneamente um nome para o Senado.
Números colocam pressão sobre o projeto político de Nabor
O resultado representa um sinal de alerta para o grupo político de Nabor Wanderley. Com apenas 9% tanto no cenário geral quanto nas perguntas específicas sobre primeira e segunda vagas, o candidato ainda precisa ampliar sua presença eleitoral para se aproximar dos líderes.
A eleição de 2026 terá uma característica particular: cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes ao Senado, já que serão duas cadeiras em disputa na Paraíba. Isso torna a estratégia das alianças, a transferência de votos e a capacidade de ocupar o chamado “segundo voto” fatores decisivos.
Os números da Quaest, portanto, não significam rejeição formal ao candidato — a pesquisa apresentada não traz um índice específico de rejeição eleitoral de Nabor. O que os dados demonstram é baixa intenção de voto no cenário estimulado, com 9%, e distância em relação aos nomes que lideram a disputa.
Outro dado importante é que 65% dos eleitores afirmam que sua escolha é definitiva, enquanto 3% admitem que ainda podem mudar de voto até a eleição de 4 de outubro.
Com uma parcela expressiva do eleitorado ainda indefinida, a disputa permanece aberta. Mas, neste momento, a fotografia da pesquisa mostra Nabor Wanderley em uma posição de desvantagem e diante do desafio de transformar sua candidatura em uma opção competitiva para uma das duas cadeiras do Senado pela Paraíba.






