A Prefeitura Municipal de Pocinhos foi alvo de uma operação da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU), denominada “Asfalto Vazio e Acordo Maquiado”. A ação, que visa coletar provas documentais sobre supostas irregularidades administrativas, recaiu sobre a gestão da prefeita Eliane Galdino, esposa do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, ambos figuras centrais do clã político Galdino na Paraíba.
A investigação apura a suspeita de direcionamento em licitações e possíveis desvios em obras, especialmente aquelas financiadas com recursos federais, que foram trazidas ao município pelo deputado federal Murilo Galdino, irmão de Adriano e cunhado da prefeita. A operação, que pegou o clã de surpresa, ocorre em um momento delicado, às vésperas das eleições, onde Adriano e Murilo disputam suas reeleições.
As autoridades buscam evidências de práticas criminosas que podem ter ocorrido na execução de obras, como o asfaltamento. Embora a prefeita Eliane Galdino não seja diretamente acusada de envolvimento criminoso, ela detém responsabilidade administrativa total por sua gestão no município. Conforme informações divulgadas, a operação causa um imenso constrangimento ao grupo político, abalando a imagem do clã Galdino e do partido Republicanos, que apoia o governador Lucas Ribeiro.
Clã Galdino em Posição Delicada Após Operação Policial
A visita da Polícia Federal e do TCU à Prefeitura de Pocinhos representa um momento de grande constrangimento para o clã Galdino. Adriano Galdino, que já ocupou o cargo de prefeito, conhece a desagradabilidade de investigações públicas sobre condutas administrativas. A presença de órgãos de fiscalização indica a existência de indícios de crimes, gerando um cenário político adverso para a família.
A operação, batizada de “Asfalto Vazio e Acordo Maquiado”, também causa enorme embaraço político ao partido Republicanos, que integra a base de apoio do governador Lucas Ribeiro em sua busca pela reeleição. A situação se agrava com o histórico recente de Adriano Galdino, que teve seu nome rejeitado para compor como vice-governador na chapa de Lucas Ribeiro, em uma decisão que teria partido do próprio governador e de seu tio, o deputado federal Agnaldo Ribeiro.
Isolamento Político e Futuro Incerto para Adriano Galdino
Desde a sua não indicação para ser vice-governador, Adriano Galdino tem enfrentado um crescente isolamento político. Relatos indicam que ele não tem recebido gestos de solidariedade de seu próprio partido, o Republicanos. Esse cenário levanta questionamentos sobre a continuidade de seu poder na presidência da Assembleia Legislativa, com especulações de que a cúpula do partido possa buscar um novo nome para a próxima legislatura, especialmente caso o governador Lucas Ribeiro vença as eleições.
Apesar do escândalo em véspera eleitoral, as investigações da Polícia Federal em Pocinhos não devem impactar diretamente as candidaturas de Adriano e de seu irmão, Murilo Galdino, nas próximas eleições. Contudo, a operação lança uma sombra sobre o futuro político do clã, evidenciando a necessidade de transparência e ética na gestão pública e a importância da fiscalização para a sociedade paraibana.
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