A Prefeitura de Santa Rita estaria usando a estrutura administrativa e os cofres públicos para acomodar aliados políticos de olho nas eleições de 2026. A suspeita ganhou força após o Tá na Área ter acesso a uma relação de pessoas ligadas ao vereador de Pedras de Fogo, Luan da Saúde (PSB), que teriam sido contempladas com cargos temporários na gestão do prefeito Jackson Alvino (PP). O movimento ocorre em meio à articulação política em torno da pré-candidatura de sua esposa, Fernanda Alvino (UB), que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba.
Segundo a relação obtida pelo Tá na Área, pelo menos 18 pessoas ligadas ao vereador Luan da Saúde teriam sido nomeadas para funções temporárias na Prefeitura de Santa Rita, em cargos que vão de encarregado a coordenador. Os salários, conforme informações disponíveis no Sagres, do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), chegam a mais de R$ 7 mil mensais em alguns casos. A lista, que reúne nomes, funções e remunerações, levanta questionamentos sobre os critérios utilizados pela administração municipal para a distribuição dos cargos e sobre uma eventual utilização política da máquina pública.
O caso chama atenção porque a nomeação em série de pessoas vinculadas a uma liderança política de outro município ocorre justamente em um período de intensa movimentação eleitoral. A pergunta que fica é inevitável: trata-se apenas de uma coincidência administrativa ou de uma operação política para ampliar apoios à candidatura de Fernanda Alvino? O Tá na Área seguirá levantando os dados e confrontando a relação recebida com as informações oficiais do Sagres, para identificar quem são os nomeados, quais funções ocupam e quanto custam aos cofres públicos. Se confirmada a utilização de cargos públicos como moeda de troca eleitoral, o episódio poderá merecer a atenção dos órgãos de controle.
Com a palavra, a Prefeitura de Santa Rita.





