A Justiça da Paraíba deu mais um passo nas investigações que envolvem o escândalo do Hospital Padre Zé ao determinar o bloqueio de bens do padre Egídio de Carvalho Neto, dos ex-secretários estaduais Pollyanna Werton Dutra e Tibério Limeira, além de outros 13 investigados. A medida foi tomada no âmbito de uma ação civil pública que apura um suposto prejuízo superior a R$ 11 milhões aos cofres públicos.
A decisão representa uma medida cautelar destinada a resguardar eventual ressarcimento ao erário caso as acusações sejam confirmadas ao final do processo. Ela não configura condenação, mas evidencia que a Justiça entendeu existirem elementos suficientes para autorizar a indisponibilidade patrimonial enquanto a ação prossegue.
Entre os investigados estão nomes conhecidos da política paraibana, como os ex-secretários Tibério Limeira e Pollyanna Werton Dutra. Em outra frente do caso, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba já recebeu denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público contra os investigados, permitindo o prosseguimento da ação penal. Naquela ocasião, o Tribunal ressaltou que o recebimento da denúncia não representa juízo definitivo de culpa, mas apenas o reconhecimento de indícios mínimos para abertura da instrução processual.
As investigações da Operação Indignus descrevem um suposto esquema que teria funcionado durante anos, envolvendo alegações de organização criminosa, desvio de recursos, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e pagamentos indevidos. Essas acusações ainda serão submetidas ao contraditório e à ampla defesa no curso do processo.
Com o bloqueio de bens, a disputa agora se desloca para o Judiciário. Caberá às partes produzir provas, apresentar argumentos e permitir que a Justiça decida, ao final da instrução, se houve ou não responsabilidade dos investigados pelos fatos narrados pelo Ministério Público.






