O vereador de São Paulo Senival Pereira de Moura (PT) foi preso nesta quinta-feira (24/6) durante uma operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) envolvendo o setor de transporte público.
Quem é o vereador preso na Operação Última Parada?
Em seu sexto mandato na Câmara Municipal, Senival ocupa atualmente cargos de destaque, incluindo a primeira-secretaria da Mesa Diretora e a presidência da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica. As informações são do g1.
Como funciona a investigação da Operação Última Parada?
Em 2022, novas investigações já apontavam a empresa como peça central de movimentações financeiras suspeitas, levando à apreensão de ônibus e prisões de envolvidos no caso.
Qual é a ligação entre a Transunião e o suposto esquema do PCC?
As investigações indicam que o esquema envolvia diferentes camadas de atuação, com operadores, familiares e pessoas de confiança. Entre os principais pontos levantados estão:
- Uso de laranjas para controle de veículos e ativos
- Movimentações financeiras informais e repasses de valores altos
- Possível uso político e eleitoral de recursos desviados
- Controle indireto sobre a frota de ônibus
Quais provas e movimentações financeiras foram identificadas?
As investigações também apontam que mensagens em celulares apreendidos mostram que decisões financeiras dependiam de sua autorização, além de apelidos usados para se referir ao vereador, como “presidente” e “vereador”.
Quais outros nomes e familiares aparecem na investigação?
- Maria de Lourdes Andrade de Moura, esposa
- Ítalo e Vitor Andrade de Moura, filhos
- Rubens Pereira de Moura, irmão
- Adão Lino dos Santos, assessor parlamentar
- Devanil Sousa Nascimento (“Sapo”), motorista e operador
Segundo o MP-SP, esses nomes teriam participação em movimentações societárias e financeiras usadas para ocultar patrimônio e manter o controle indireto sobre ativos ligados ao vereador.
Como o histórico político do vereador se conecta ao setor de transportes?
De acordo com os investigadores, a trajetória política de Senival começou na Zona Leste de São Paulo, com atuação junto a operadores de transporte alternativo conhecidos como “perueiros”.
Ainda segundo os autos, sua relação com o setor seria antiga e remontaria à década de 1970, quando atuava em linhas clandestinas de transporte. A empresa investigada também já havia sido citada em apurações anteriores.






