A proximidade do segundo turno das eleições presidenciais exige atenção da sociedade, especialmente dos servidores públicos, diante da disputa entre diferentes projetos para o país e para o futuro do Estado brasileiro.
Estão em debate propostas de redução da estrutura pública, diminuição dos investimentos em pessoal e retomada de reformas administrativas, como as PECs 32/2020 e 38/2025, combatidas pelos trabalhadores do serviço público.
Direitos como estabilidade, progressão na carreira, benefícios, valorização salarial e condições dignas de trabalho não são privilégios, mas garantias essenciais à profissionalização do Estado, à continuidade dos serviços públicos e ao atendimento da população.
Também preocupam a composição do Congresso Nacional a partir de 2027 e possíveis mudanças nas normas previdenciárias e trabalhistas, que podem gerar retrocessos e ameaçar direitos conquistados.
Nesse cenário, a liberdade sindical é fundamental. Sindicatos fortes garantem a organização, a representação e a mobilização dos trabalhadores, fortalecendo a democracia, a justiça social e a defesa dos direitos coletivos.
O voto no segundo turno representa uma escolha sobre os rumos do Estado, a valorização dos servidores, a qualidade dos serviços públicos e o futuro das próximas gerações. Por isso, todos devem acompanhar o debate com consciência e responsabilidade.
Defender a democracia também significa proteger os direitos sociais, as instituições públicas e a liberdade sindical. Defender o serviço público é defender a sociedade e assumir um compromisso com o futuro do Brasil.
Aloysio Carneiro Júnior
Advogado
Presidente do Sindsemp-PB e da Asmp-PB
Coordenador Executivo da Fenamp
Secretário da Comissão de Direito Sindical da OAB-PB






