Os Estados Unidos reduziram a cota de importação de açúcar bruto do Brasil para o ano fiscal de 2027. O volume brasileiro, que era de aproximadamente 156 mil toneladas, caiu para 100 mil toneladas, uma redução de cerca de 36%. A nova regra passa a valer em 1º de outubro de 2026 e segue até 30 de setembro de 2027.
A decisão foi tomada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que redistribuiu entre outros países as 55.993 toneladas retiradas da cota brasileira. A cota total de açúcar bruto estabelecida pelos Estados Unidos permanece em 1,117 milhão de toneladas.
O impacto é especialmente significativo para o Nordeste porque, pela legislação brasileira, as usinas da região têm prioridade no atendimento da cota destinada ao mercado norte-americano. Com a redução, as unidades nordestinas terão menos espaço para exportar açúcar aos Estados Unidos com a tarifa reduzida.
Segundo estimativa do setor, a redução pode representar cerca de US$ 30 milhões em receitas que deixarão de ser obtidas nas exportações para os Estados Unidos. A avaliação é de Renato Cunha, presidente da NovaBio e do Sindaçúcar-PE. O setor, porém, afirma que parte do volume poderá ser direcionada para outros mercados, embora com condições comerciais diferentes.
A mudança não significa que o Brasil esteja proibido de vender açúcar aos Estados Unidos. O país ainda poderá exportar acima da cota, mas os volumes excedentes ficam sujeitos a uma tarifa de importação muito mais elevada, reduzindo a competitividade do produto brasileiro.
Entre as alternativas para o açúcar nordestino está o mercado europeu. O setor também avalia a possibilidade de ampliar as vendas para outros destinos diante da redução do espaço no mercado norte-americano.





