O candidato a vice-governador Diogo Cunha Lima (PSD), da chapa encabeçada por Cícero Lucena (MDB), defendeu a integração das forças de segurança, o controle do sistema prisional e a realização de concursos públicos como medidas para combater a criminalidade na Paraíba.
As propostas foram apresentadas nesta terça-feira (8), durante sabatina na BandNews FM João Pessoa. Segundo Diogo, a Paraíba precisa reconhecer que enfrenta dificuldades no combate ao crime organizado e adotar políticas públicas consideradas mais efetivas.
Entre as principais medidas defendidas pelo candidato está a integração das forças policiais. A proposta prevê atuação conjunta das polícias Militar, Civil, Científica, Penal, Federal e Rodoviária, além da aproximação com o Ministério Público e o Poder Judiciário.
“Não se consegue bons resultados no combate ao crime organizado se trabalhar a polícia independente. A polícia precisa trabalhar de forma integrada”, afirmou.
Controle do sistema prisional
Diogo também apontou o controle dos presídios como uma das prioridades do plano de governo.
Segundo o candidato, líderes de organizações criminosas continuam comandando ações de dentro das unidades prisionais. Por isso, ele defende que a Polícia Penal tenha condições de controlar integralmente o sistema e isolar lideranças de facções.
A proposta foi apresentada após uma pergunta sobre a situação da segurança pública em Santa Rita, cidade da Região Metropolitana de João Pessoa que, segundo levantamento citado durante a entrevista, aparece entre as mais violentas do país.
Melhores salários para policiais
Outra proposta apresentada durante a sabatina é a valorização salarial dos profissionais da segurança pública.
Diogo afirmou que a Paraíba possui um dos menores salários do país para policiais militares e civis. Segundo ele, a intenção é estabelecer a remuneração dos profissionais como a melhor do Nordeste.
O candidato também defendeu a redução do déficit de efetivo das forças de segurança por meio da contratação de novos profissionais.
Tecnologia no combate ao crime
O uso de câmeras com inteligência artificial também foi citado como ferramenta para reforçar a segurança.
Diogo argumentou que João Pessoa já possui uma estrutura com mais de 3 mil câmeras equipadas com inteligência artificial, mas que a falta de integração entre as forças de segurança limita o potencial desse sistema.
Como exemplo, ele citou a ausência de integração entre bancos de dados de diferentes órgãos, o que, na avaliação dele, dificulta a identificação de criminosos e a utilização mais eficiente das imagens.
Segundo o candidato, o plano de governo reúne três medidas principais para o setor: valorização salarial, tecnologia e integração das polícias.
Concursos públicos
Questionado sobre a realização de concursos para reduzir o déficit de profissionais, Diogo afirmou que a medida está prevista no plano de governo.
“Com toda certeza”, respondeu o candidato ao ser questionado sobre a realização de concursos públicos para a segurança.
Ele afirmou ainda que uma gestão com redução de desperdícios poderia liberar recursos para novas contratações.
Na avaliação de Diogo, o governo estadual possui espaço para reduzir despesas consideradas desnecessárias e direcionar recursos para áreas como segurança pública.
O candidato destacou, porém, que não basta realizar concursos. Para ele, também é necessário convocar e contratar os aprovados para que o déficit de efetivo seja efetivamente reduzido.
Por que votar em Cícero e Diogo?

Durante a sabatina, Diogo também foi questionado sobre os motivos para o eleitor escolher a chapa formada com Cícero Lucena.
Ele afirmou que a principal proposta é implantar uma gestão municipalista, com presença do governo estadual nos 223 municípios paraibanos.
Segundo Diogo, a ideia é estabelecer parcerias com as prefeituras, evitando disputas entre governos municipais e estadual por espaço político ou por ações dentro das cidades.
“A principal razão de votar em Cícero e em Diogo é porque estaremos oferecendo à Paraíba um governo municipalista”, afirmou.
Experiência na iniciativa privada
Diogo também respondeu aos questionamentos sobre sua falta de experiência anterior em cargos públicos.
O candidato afirmou ter mais de 20 anos de experiência na iniciativa privada, além de estudos, pós-graduações e trabalhos desenvolvidos fora da administração pública.
Ele disse considerar positiva a entrada de profissionais com experiência em outras áreas na política.
Diogo se definiu como um agente político que está iniciando a vida pública, com uma visão ligada à gestão e à experiência no setor privado.
Segundo ele, convites para disputar cargos públicos já haviam sido feitos anteriormente, mas a decisão de ingressar na política ocorreu somente agora, quando considera estar mais preparado e maduro.






