EXCLUSIVO, por Ricardo Antunes – Tido como interlocutor do banqueiro Daniel Vorcaro no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes caiu novamente em desgraça na opinião pública nacional. Meses atrás, ainda gozando de prestígio, esteve em Pernambuco de surpresa para o casamento do então prefeito do Recife, João Campos (PSB), com a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP). O candidato do PSB nunca recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro, ao contrário de seu vice, Carlos Costa, cuja família embolsou mais de R$ 1 milhão em consultoria. O banqueiro está preso desde 04 de março de 2026.
Segundo apuração da nossa equipe de jornalismo investigativo, Moraes veio para o casamento em um jato particular, ao lado da esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, que teria contratos com o Banco Master de R$ 131 milhões e R$ 50 milhões.
Esta semana, foi divulgada uma mensagem de Viviane para o banqueiro na qual dizia que ela e o marido estavam “gostando muito” de viajar no jatinho Legacy 650, da Prime You, empresa da qual Vorcaro era sócio. No inquérito do Banco Master, que está sendo investigado no STF, aparece a minuta de um contrato entre o escritório Barci de Moraes Advogados, de Viviane, e a Viking Participações, holding patrimonial de Vorcaro.
O casamento de João e Tábata ocorreu em 21 de fevereiro deste ano, na Praia dos Carneiros, em Tamandaré, litoral pernambucano. O evento foi bastante prestigiado e reuniu diversas autoridades, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e os ministros Wolney Queiroz e Sílvio Costa Filho, entre outros. Todos eles vieram em avião de carreira.

Também ministro do STF, Gilmar Mendes, amigo pessoal de João Campos, não pôde comparecer. Meses antes, Mendes mandou encerrar as investigações do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado de Pernambuco (Gaeco) sobre duas secretárias e uma secretária-adjunta da Prefeitura do Recife, por suspeita de fraudes em licitações.
Além disso, o ministro determinou à Polícia Federal que apurasse se houve ilegalidade no monitoramento da Polícia Civil sobre o secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura, Gustavo Queiroz Monteiro, braço direito de João Campos, e o irmão dele, Eduardo Monteiro, também funcionário municipal.
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O OUTRO LADO
Nós fizemos um questionamento à assessoria do STF, mas, até o momento, não houve nenhum retorno. Esta matéria poderá ser atualizada.







