O governador Lucas Ribeiro mantém em sua equipe um secretário-executivo indiciado pela Polícia Federal em investigação que apura suspeita de envolvimento com facção criminosa. Adauto Marcolino Fernandes Júnior continua ocupando o cargo de secretário-executivo de Representação Institucional do Governo da Paraíba e permanece submetido a medidas cautelares determinadas pela Justiça.
O caso já havia sido revelado pelo PODERPB quando Adauto ainda aparecia formalmente como investigado. Com o avanço das apurações, a Polícia Federal concluiu pelo indiciamento do auxiliar do governo estadual.
As investigações apuram possíveis relações entre agentes públicos e integrantes de organização criminosa, além de suspeitas de interferência política envolvendo o sistema penitenciário da Paraíba. Adauto foi alcançado pelas apurações e continua sujeito a restrições impostas judicialmente.
Mesmo com o indiciamento e a manutenção das medidas cautelares, Adauto segue no governo Lucas Ribeiro. A página oficial do Estado continua apresentando o auxiliar como secretário-executivo de Representação Institucional, função estratégica exercida na estrutura de representação do Governo da Paraíba em Brasília.
Adauto ocupa o cargo desde 2017, atravessou os dois mandatos de João Azevêdo e foi mantido na administração após Lucas Ribeiro assumir o Governo do Estado.
A permanência do auxiliar coloca sobre a gestão de Lucas Ribeiro a decisão de manter em cargo de confiança um secretário indiciado pela Polícia Federal em uma investigação relacionada a suspeitas de envolvimento com facção criminosa e que ainda está submetido a cautelares da Justiça.
O indiciamento não significa condenação e a eventual responsabilização criminal dependerá das próximas etapas da investigação e da atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário.
O PODERPB deixa espaço aberto para manifestação do Governo do Estado e de Adauto Fernandes sobre o indiciamento, as medidas cautelares e sua permanência no cargo.






