A decisão do governador Lucas Ribeiro (PP) de manter Nonato Bandeira à frente da Secretaria de Comunicação do Estado é, antes de tudo, uma escolha por continuidade técnica.
Em um ano marcado pela efervescência do calendário eleitoral, a Paraíba ganha ao preservar um quadro que conhece a estrutura da pasta, o funcionamento da imprensa e as exigências de um governo que precisa comunicar com clareza e agilidade.
Bandeira chega ao novo ciclo com trajetória consolidada na administração pública tendo passado por diferentes gestões, ocupado a vice-prefeitura da Capital e construído, ao longo dos anos, um trânsito raro com veículos e profissionais de comunicação em todo o estado. Esse capital não se improvisa, e é justamente o tipo de ativo que pesa em momentos de maior densidade política.
À frente da Secom, o secretário tem demonstrado uma característica que o jornalismo paraibano reconhece há tempos: a serenidade para conduzir temas sensíveis sem transformar a comunicação do Estado em ruído. É um perfil que privilegia a institucionalidade, algo cada vez mais valorizado em um cenário onde a pressa pelo holofote tem custado caro a muitos gestores.
A manutenção de Bandeira também sinaliza maturidade política do governo. Em um ano em que o ex-governador João Azevêdo (PSB) se consolida como pré-candidato ao Senado e Lucas pleiteia a reeleição para a gestão estadual, ter na Comunicação do Estado um profissional experiente, de diálogo e com leitura apurada do ambiente paraibano é um trunfo que vai além da pasta. É uma escolha que combina competência técnica com sensibilidade institucional e que, por isso mesmo, dificilmente seria contestada por quem acompanha a comunicação pública no estado com algum rigor.
Faltando cerca de 100 dias para o início da campanha eleitoral, Nonato será peça-chave na Comunicação e estratégico na campanha uma vez que, como já pregava Sun Tzu no seu livro A Arte da Guerra:
“Quem conhece a si mesmo e conhece o inimigo, pode garantir a vitória; quem conhece o tempo e o terreno, a alcançará de modo absoluto“






