Conforme apurou o portal Fonte83, a disputa pela vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) entrou em um momento decisivo. O secretário de Estado da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos, Deusdete Queiroga, já conta com 18 assinaturas de deputados estaduais, número superior ao mínimo necessário para formalizar sua indicação.
Pelas regras, o candidato precisa apresentar requerimento assinado por, pelo menos, um terço dos parlamentares da Assembleia Legislativa, o equivalente a 12 deputados. Embora cada parlamentar possa subscrever até dois pedidos, o volume de apoios já reunido coloca Deusdete em posição de vantagem na disputa.
O nome do secretário passou a ganhar força desde uma reunião estratégica realizada na Granja Santana, em novembro de 2025, que reuniu lideranças centrais da política paraibana, entre elas o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos); o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP); o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos); e o vice-governador Lucas Ribeiro (PP).
Nesse encontro, ficou definido que Adriano Galdino retiraria sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba para apoiar o projeto político do grupo governista. Como parte do acordo, o Republicanos garantiria a presidência da Assembleia Legislativa nos dois próximos biênios, rearranjando o tabuleiro político estadual e abrindo caminho para a consolidação do nome indicado pelo governo para o TCE.
Além disso, Deusdete Queiroga também chegou a ter seu nome cogitado para compor como vice uma possível chapa encabeçada por Lucas Ribeiro, o que reforça seu prestígio interno e o grau de confiança do núcleo político aliado ao Palácio do Governo.
Apesar do favoritismo do secretário, a disputa ainda segue em aberto. O deputado estadual Taciano Diniz (União Brasil) permanece na corrida pela vaga e mantém articulações próprias nos bastidores da Assembleia.
Mesmo assim, a leitura predominante no meio político é de que Deusdete Queiroga chega a esta fase do processo com vantagem significativa, fruto de uma construção política sólida e antecipada. Caso não haja mudanças de última hora, o cenário aponta para a consolidação de seu nome como principal candidato à vaga no Tribunal de Contas do Estado.






